Confio nas boas intenções e fecho os olhos para as más intenções.
Espero sempre o melhor de mim e de todos.
Imagino o pior também, mas nunca penso que realmente vai acontecer comigo.
Não enxergo a verdade até que eu me assuste com ela.
E fico indignada com a verdade mesmo que alguém já tenha me precavido.
Maldade acontece, mas prefiro esperar santidade das pessoas.
Odeio quando descubro que não conheço nem a mim a mesma.
Não sou santa, ninguém é.
Faço besteiras às vezes mesmo dando valor o que os outros pensam.
Minhas tolices não me levam a fazer tudo.
Tenho minhas limitações, mas queria ultrapassar às vezes pra me sentir livre.
Queria escutar os bons conselhos sempre e não escutar o que dizem a respeito de mim e meus atos.
Dizem que sou insegura sempre, não mergulho de cabeça e ando sempre com um pé atrás.
Não vou dizer do contrário, já me convenci que seja verdade - como já me convenci de minha ingenuidade - porque tenho medo de quebrar a cara, de me decepcionar e de magoar alguém.
Abri uma exceção e me dei o privilégio de conhecer alguém muito rápido, confiar rapidamente e me senti a vontade pra falar de tudo, mas no final me decepcionei.
Talvez seja uma amizade momentânea, uma amizade qualquer.
Não dou tanto valor quanto as amizades de maior tempo que conquistei aos poucos.
Mas se for pra ser amizade de verdade não importa meu orgulho.
Que seja.


